“flor e honra das princesas”
“primaz das mulheres portuguesas”
“Minerva do seu século”
“distinta pelo engenho e força de espírito”

 

 

Dona Maria, Infanta de Portugal – n. 1521 / m. 1577

É a Patrona da Matriz Portuguesa pela reputação atribuída à sua corte e às suas damas, no Paço de Santos-o-Novo, em Lisboa. Foi a última filha do rei Dom Manuel I e de sua terceira mulher, Dona Leonor de Áustria, irmã de Carlos V.  Era dotada de rara inteligência e de excelente memória. Entre os seus professores, distinguiram-se Luísa Sigeia, senhora muito culta, natural de Toledo, que lhe ensinou letras humanas e a língua latina; sua irmã Ângela Sigeia com quem aprendeu a tocar alguns instrumentos, especialmente os usados no culto religioso como a harpa e o órgão; Joana Vaz, latinista, e Frei João Soares de Urró, irmão da ordem dos eremitas de Santo Agostinho, depois bispo de Coimbra, que a iniciou nas divinas letras.  No seu paço, a infanta Dona Maria criou uma verdadeira universidade de senhoras ilustres no estudo das ciências e artes, de que foi especial protectora. Pela fama da sua grande instrução e de muitas virtudes, alguns dos maiores príncipes da Europa a pretenderam para esposa. O seu casamento era um assunto de Estado, nunca sendo concretizado, para evitar a saída da sua imensa fortuna de Portugal, era considerada “a princesa mais rica da Cristandade”.

 

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